Tomasz Dowbor PCA do Grupo Boa Vida Acusado de Lavagem de Dinheiro

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Tomasz Dowbor, conhecido como o proprietário do Grupo Empresarial Boa Vida, está no centro de uma tempestade de acusações graves, levantadas por sua ex-esposa, Ellen Cristina. Em uma declaração impactante, Ellen afirma ter em sua posse documentos que revelam um lado obscuro do empresário, incluindo acusações de lavagem de dinheiro, manipulação, burla e corrupção, revela a mãe do filho de Tomasz.

O empresário polaco Tomasz Dowbor,  manteve refém em cárcere privado a Jovem Ellen Cristina, de nacionalidade brasileira, na altura tinha 28 anos, mãe do seu filho.

Entretanto, as autoridades angolanas, ignoraram dezenas de denuncias de vários jornais, onde a mulher pediu ajuda, por causa do poder financeiro que ostenta Tomasz Dowbor.

Tomasz que enfrentou vários processos em tribunal e na PGR que o tera constituído arguido, viu-se livre de algumas acusações e outros processos arquivados, depois de ter dar casas nos seus condomínios 2,3 e 5 a Vice- Presidente da Republica Esperança da Costa, a Presidente da Assembleia Nacional Carolina Serqueira, a vários ministros e deputados do MPLA.

A ex-mulher de Dowbor, com quem manteve uma relação por cerca de seis anos, destaca que o empresário não só teria utilizado várias empresas em nome de terceiros, incluindo empregados domésticos, para ocultar suas operações ilícitas, mas também é acusado de ser o arquétipo do golpe que resultou na falência do Banco Banc, pertencente ao falecido general Kundi Pahiama.

Ellen afirma que Dowbor recebeu empréstimos que chegam a dois mil milhões de kwanzas, levantando questões sobre a origem e o destino desse montante. As alegações não apenas colocam em xeque a integridade do empresário, mas também levantam preocupações sobre a implicação de figuras políticas e empresariais no seu círculo.

Ellen Andrade da Silva, Ex-esposa do empresário e PCA do grupo Boa Vida, Tomazs Dowbor, cidadão polaco nacionalizado angolano, lamenta o abandono em que foi submetida por parte da justiça angolana, e mesmo depois de pedir varios apoio de quem de direito, para que possa ter uma vida normal, “direito de ir ao Brasil e regressar quando entender”, uma vez que dizia estar a viver cárcere privado, este pedido lhe foi negado.

Com essas revelações, a pressão aumenta sobre as autoridades angolanas para que investiguem as práticas de Dowbor e busquem responsabilizá-lo caso as acusações sejam confirmadas. O desdobramento dessa história promete impactar não apenas a reputação do Grupo Boa Vida, mas também o cenário empresarial em Angola.

Ellen denunciou que tem  sido vitima de um ataque cibernético nas suas contas das redes sociais, tanto pessoal como profissional, que as deixaram bloqueadas

Os hackers pedem mil dólares para o desbloqueio”, Ellen lamenta que o Ateliêr de costura que lhe dava algum sustento desde que começou esta guerra com Tomazs, esteja agora bloqueada.

Ascensão ao Poder

Rapidamente, Dowbor se infiltra nos corredores do poder político e financeiro. Sua falta de nacionalidade angolana não o impede, uma vez que, por meio de um casamento estratégico com uma jovem Malajinha, consegue se estabelecer no país. Assim, inicia sua saga triunfal no setor imobiliário, aproveitando-se da bonança econômica gerada pelo petróleo. Com acesso facilitado ao crédito, Tomasz funda o Grupo “BoaVida”, uma verdadeira rede de empresas que abrange desde a agropecuária até o comércio de madeira.

O Camarada Tomasz no Partido

A ascensão de Tomasz culmina em sua “eleição” como camarada do MPLA na urbanização de Nova Vida, onde é homenageado pelo antigo secretário-geral do partido, Julião Mateus Paulo, conhecido como Dino Matross. A conexão entre eles é intrigante, especialmente considerando que Matross também estudou na Polônia durante a luta de libertação nacional. As conversas entre eles, longe de serem meras lembranças acadêmicas, giram em torno de negócios imobiliários e investimentos.

O Grande Devedor

Apesar de seu imenso patrimônio, a realidade de Tomasz começa a desmoronar. Ele é revelado como um devedor significativo, com dívidas que o colocam em uma posição vulnerável. O ex-Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC), ligado ao general Kundi Paihama, se torna o epicentro de sua crise financeira. Segundo um relatório do Banco Nacional de Angola (BNA) de 2016, Dowbor é o maior devedor do BANC, que foi declarado falido em 29 de janeiro de 2019, operando com um saldo negativo de 400 bilhões de Kwanzas.

A trajetória de Tomasz Dowbor, marcada por uma ascensão meteórica e uma queda abrupta, levanta questões sobre a natureza das relações de poder e negócios em Angola. A história do polaco é um reflexo das complexidades que permeiam o mundo dos negócios em um país em transformação, onde até mesmo os mais influentes podem enfrentar as consequências de suas ações. A falência do banco de Kundi Paihama e o papel central de Tomasz nesta trama são um lembrete de que, no final das contas, até os impérios mais grandiosos podem ruir.

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