Sonangol corrompe sentença com 2 milhões de dólares a um Juiz para anular decisão

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ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO NO SISTEMA JUDICIAL ANGOLANO, EM CAUSA 2 MILHÕES DE DÓLARES DE SUBORNO DA SONANGOL A UM JUÍZ DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA, para anular uma sentença de condenação de 16 milhões de dolares no Namibe

Sonangol condenada a pagar mais de 16 milhões de dólares por ocupação ilegal de terreno, Juiz da causa é afastado misteriosamente do processo, a sua sala é transformada em julgado de menores, dedo invisível do Conselho Superior da Magistratura apontando mais uma ação ilegal de Joel Leonardo.

A confiança no sistema judicial angolano volta a ser abalada por denúncias graves de corrupção e manipulação de processos. O secretário executivo do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), Manuel Victor Assuilo, é acusado de ter recebido 2 milhões de dólares da Sonangol para influenciar o desfecho de um processo que envolve a petrolífera estatal e os herdeiros de Gaspar Gonçalo Madeira.

O caso tem origem numa disputa de terras no Namibe. A Sonangol-EP e a sua subsidiária Sonangol Distribuição e Comercialização, SA foram condenadas pelo Tribunal da Comarca de Moçâmedes a indemnizar os herdeiros de Gaspar Madeira em 16.233.039,00 de dólares e a restituir-lhes a posse de um terreno de 360.742 metros quadrados, localizado no bairro Saco Mar, na cidade do Namibe, onde a petrolífera mantém a sua sede regional.

Segundo documentos consultados, a parcela pertence à família desde 1957, mas vem sendo ocupada pela Sonangol desde 1993, sem qualquer pagamento. A ocupação começou com apenas 130 metros quadrados e foi-se expandindo ao longo dos anos até atingir a atual dimensão.

Em Julho de 2022, após negociações, a própria Sonangol reconheceu por escrito a ocupação e celebrou um Contrato-Promessa de Compra e Venda, comprometendo-se a pagar 45 dólares por metro quadrado. O acordo, no entanto, nunca foi cumprido, forçando os herdeiros a recorrerem aos tribunais.

Perante a inércia da petrolífera, o tribunal reconheceu o direito de propriedade dos herdeiros, determinou a devolução do terreno e condenou a Sonangol a pagar, além da indemnização patrimonial, 1 bilião de kwanzas por danos morais a um dos herdeiros, Ildeberto Alfredo Serra Madeira.

A petrolífera recorreu, mas o recurso foi declarado deserto por falta de alegações no prazo legal, tornando a decisão transitada em julgado.

Apesar disso, em vez de cumprir a sentença, a Sonangol beneficiou de um episódio controverso. O juiz Victor Domingos Camessa, que havia conduzido o processo, foi afastado e substituído pelo recém-empossado Celestino Soares José, um magistrado considerado inexperiente em matéria cível, que reabriu uma providência cautelar encerrada há quase dois anos e anulou a decisão anterior.

Nos bastidores, o acto é atribuído à intervenção de Manuel Victor Assuilo, acusado de ter coordenado todo o processo de corrupção para proteger a Sonangol.

O objetivo seria inviabilizar o pagamento da indemnização e a restituição do terreno, manobra que os herdeiros classificam como “um atentado ao Estado de Direito”.

Este episódio soma-se a outras acusações contra Manuel Assuilo, já anteriormente denunciado por ordenar anulações de sentenças e perseguições a juízes que contrariassem os seus interesses.

Para juristas e observadores, o caso demonstra como a corrupção dentro do aparelho judicial mina a segurança jurídica e afasta potenciais investidores.

Na senda do conflito de Terra envolvendo à Empresa Petrolífera estatal Sonangol-EP e o Cidadão Gaspar Madeira, o Juiz  Victor Domingos Camessa que julgou a causa com à sentença publicada foi afastado e puseram no seu lugar um Juíz inexperiente em processos cíveis; Celestino Soares José, que anulou uma sentença transitada em julgado há mais de Um Ano e Seis Meses(1 e 6 meses) que já havia caído em deserto, algo nunca visto!
Por detrás desta anulação, está o envolvimento do Sr Manuel Victor Assuilo* “Secretário do Conselho Superior da Magistratura judicial que foi  supostamente subornado pela Sonangol com 2 milhões de dólares, segundo denuncias postos a circular pelas redes sociais, consultadas pelo Repórter Angola  e de fontes próximas ao processo,  com intuito de facilitar o não pagamento do sentenciado ao ofendido visto que, é um idoso pelo que parece estão fazendo gestão da sua vida”, segundo acusações postos a circular nas redes sociais, cujo a Petrolífera estatal angolana não desmentiu.
Segundo os dados obtidos, o Sr; Manuel Assuilo, coordenou todo processo de corrupção para tentar favorecer a Empresa Sonangol-EP mesmo ela várias vezes ter reconhecido em julgado ou nos acordos não cumpridos, que o Espaço pertence à família do Senhor “Gaspar Madeira*“, o Ex juíz Presidente do Tribunal Provincial do Namibe Dr; “*Domingos Tchingoma*” atual Juiz desembargador do Tribunal de relação do Uíge , tem noção do que se passou nesta máfia e o porquê da não exigência do cumprimento da sentença do tribunal à Empresa Sonangol”, questionam herdeiros do Gaspar Madeira, indignados com a obstrução da justiça e trafico de influencia.
O Juiz “Manuel Victor Assuilo”, já esteve envolvido várias vezes em escândalos do gênero ordenando anulação de sentença e consequentemente perseguição de juizes que vão contra sua acção, o portal  Maka Angola  já chegou de fazer uma denúncia idêntica sobre o Juíz supracitado.
Para os herdeiros “É urgente que o conselho superior da magistratura seja o primeiro órgão a dar exemplo de legalidade e não contra, os constantes escândalos envolvendo Juízes daquela instituição põe em causa o Estado Angolano e afugenta o investimento privado por falta de segurança judicial”, apela-se o rápido envolvimento dos mais altos mandatários da Justiça Angolana para se repor a legalidade nesta situação e o Juíz Manuel Victor Assuilo ser parado.

Inicialmente, a empresa ocupava apenas 130 metros quadrados, área que foi sendo alargada ao longo dos anos até atingir a atual dimensão.

O acto foi contestado pelos herdeiros, que afirmam estar a enfrentar manobras judiciais que impedem a execução da sentença. Enquanto, a Sonangol mantém-se em silêncio, continuando a explorar um património privado sem pagar a indemnização fixada pela justiça.

Fonte: Repórter Angola

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