O director do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças disse ontem, em Luanda, que os programas de apoio ao crescimento do sector não petrolífero, a racionalização da despesa e a gestão activa do serviço da dívida constituem os principais linhas de força do OGE 2021, permitindo manter dívida pública sustentável, com projecções de crescimento positivo da economia nacional a partir de 2022.
Patrício Neto, que dissertava na 3ª Palestra Sobre o Orçamento Cidadão 2021, realizada na Universidade Católica de Angola, revelou que as avaliações feitas pelo Ministério e o FMI apresentam perspectivas de um crescimento nulo para o presente ano e retoma de crescimento a partir de 2022,.
Segundo o responsável, o baixo preço do barril de petróleo, a recessão económica que se prolonga desde 2014 e o rácio da dívida motivaram projecções de crescimento negativo, mais tais indicadores foram contrariados com a implementação de uma política orçamental assente na eficiência e justiça tributária, não agravamento das taxas de impostos, redução do nível de endividamento e consequente disponibilidade de recursos financeiros para investimento.
“As avaliações que nós temos, até o momento, feitas à luz do programa em curso com o FMI, certificam que a nossa dívida é sustentável. Olhar apenas para o rácio da dívida não é o método correcto para aferir se é ou não sustentável, na medida em que existem outras metodologias que devem suportar este tipo de avaliações”, frisou.
Fonte:JA