O MPLA apresentou, no Uíge, a iniciativa de diálogo com a sociedade civil designada “Termómetro”, que visa a auscultação pública sobre o pedido de desculpas do Presidente da República às famílias das vítimas dos conflitos políticos.
A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, que fez a apresentação da iniciativa, disse que o objectivo é medir o pensamento dos angolanos sobre a dimensão do reconhecimento feito pelo Presidente João Lourenço.
“Hoje, no quadro da realização do encontro inter-provincial dos organismos intermédios do MPLA das província de Cabinda, Uíge e Zaire, realizamos esta quarta edição de recepção de opiniões da sociedade angolana sobre este assunto, por ser um tema profundo e incontornável para a unidade nacional”, disse Luísa Damião.
A responsável referiu que, para o contínuo aprofundamento da reconciliação nacional, é necessário que aqueles que ainda têm “passivos”, devem prescindir de branquear a história e aproveitarem a bondade e a generosidade dos angolanos.
“As questões da reconciliação, após a existência de um conflito violento, são, hoje, o cerne de muitos estudos, na medida em que são imprescindíveis para a unidade e coesão dos Estados, sobretudo para a ampla mobilização dos cidadãos para o desenvolvimento dos países”, acentuou.
A vice-presidente do MPLA considerou que “não há desenvolvimento com cidadãos angustiados e com traumas pelas perdas, como as que aconteceram em Angola nos conflitos ocorridos no período entre 1975 e 2002”.
Luísa Damião assinalou que, após a existência de um conflito violento, com consequências sociais desastrosas, as sociedades vêem-se confrontadas com a necessidade de promover a reconciliação e a consolidar a paz, visando prevenir um ressurgimento da violência e deixar lições para as novas gerações.
A também deputada acentuou que o contexto angolano, perante a profundidade do pedido de desculpas públicas e de perdão do Presidente João Lourenço, o MPLA vai continuar a promover iniciativas do género em apoio aos processos que visam consolidar a paz e a reconciliar os angolanos.
A responsável sublinhou que encontros idênticos, já realizados noutras províncias, serviram de recomendação para a promoção de mais encontros idênticos em todo o país. “O MPLA, enquanto partido político que conhece o valor da paz e da reconciliação nacional, face aos desafios que o país tem pela frente, juntou-se à sociedade civil que reconhece e valoriza o pedido de desculpas e do perdão. Encorajamos a comissão de reconciliação em memória das vítimas dos conflitos políticos pelo trabalho difícil e sensível que tem realizado”, referiu.
Vitória da democracia
Luísa Damião considerou que a aprovação pelos deputados da proposta de revisão pontual da Constituição da República de Angola (CRA) foi uma vitória histórica para a democracia no país.
A parlamentar do MPLA sublinhou que o feito, que contou com o engajamento dos deputados e de vários membros da sociedade civil, é um acontecimento sublime de iniciativa presidencial que deve ficar registado para sempre na história da democracia de Angola.
Cunene afina bases
O segundo secretário do MPLA no Cunene, Gonçalves Namueya, disse que o Comité Provincial “está focado na preparação das estruturas de bases nos seis municípios da província, visando a vitória nas eleições de 2022”.
Ao discursar, no sábado, na XV reunião extraordinária provincial, o segundo secretário do MPLA referiu que a principal tarefa agora “é preparar as bases para encararem os próximos desafios”.
Segundo a Angop, o político apelou as subcomissões de trabalho criadas para implementar esta tarefa a empenharem-se para que o trabalho resulte em estruturas de base mais dinâmicas.
“O partido tem estado a marcar passos firmes rumo ao 8º Congresso Ordinário, marcado para Dezembro”, sublinhou. A reunião apreciou a resolução sobre a realização da X Conferência Ordinária Provincial, o processo de cadastramento e troca do cartão de militante e perspectivou as próximas acções.
António Capitão|Uíge*
*Com Angop
Fonte:JA