Quinta-feira, Dezembro 11, 2025
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Estão descobertos os que andaram a municiar as redes sociais

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A estratégia velada falhou. Agora decidiram aparecer e partir para o ataque Directo. A vergonha caiu….

Depois de várias tentativas para derrubar o Venerando Juiz Conselheiro Presidente do Tribunal Supremo não terem surtido efeito, eis que os que durante algum tempo , de forma velada e apoiados por uma elite endinheirada, municiaram as redes sociais com informações falsas e laboratorialmente preparadas, decidiram agora partir para o ataque Directo.

O Grupo encabeçado por Joaquina do Nascimento e Anabela Vidinhas é integrado pelos Juízes Conselheiros Teresa Buta (todas elas amantes deles), Norberto Capeça (o arquitecto da peça), Martinho Nunes, Norberto Sodré (o insatisfeito por ter sido derrotado na eleição passada) e Aurélio Simba (o cata-vento, ou seja, o Maria-vai-com-as-outras).

Segundo a opinião de um jurista renomado da nossa praça, o que ocorreu na sexta feira 17 de 03 no TS é uma autêntica vergonha para a classe dos Juízes Conselheiros do Tribunal Supremo e configura um acto passível de procedimento disciplinar e criminal para os seus mentores.

O mesmo avança que a deliberação emitida por esse grupo de Juízes não tem pernas para andar, porquanto padece de vícios insanáveis e consequentemente eivada de nulidade, se não vejamos:

  1. As competências do Plenário do Tribunal Supremo estão bem definidas nos artigos 30.°, 31.°, 32.° da Lei n.° 2/22, de 17 de Março, Lei Orgânica do Tribunal Supremo.

Elas dividem-se em competências jurisdicionais, não jurisdicionais e competências relativas ao orçamento. Em nenhum dispositivo desta Lei encontramos uma norma que confira ao Plenário do Tribunal Supremo poderes para suspender o seu Juiz Presidente.

  1. As disposições combinadas das alíneas a) e c) do n.° q do artigo 185.° da CRA e c) do artigo 23.° e n.°2 do artigo 33.° da Lei n.° 14/11, de 18 de Março, Lei Orgânica do Conselho Superior da Magistratura Judicial, são claras quanto as competências do CSMJ.

O único órgão constitucional que tem competências para nomear/realizar concursos de provimento a função de Juiz Conselheiro e propor a nomeação, suspender ou demitir Juízes é o Conselho Superior da Magistratura Judicial e não um grupo de Juízes Conselheiros golpistas.

  1. Toda a suspensão de um Juiz que provenha de um órgão que não seja o Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) é nula e desprovida de qualquer efeito. O grupo dos Juízes Conselheiros golpistas está aflito e a perder controlo da situação, tudo fazendo para evitar a nomeação e a tomada de posse dos novos Juízes Conselheiros. Sabem muito bem que a presença dos novos Juízes Conselheiro vai “retirar-lhes a rede”
    O que este grupo (dos Juízes Conselheiros golpistas) deveria ter feito é requerer do CSMJ a realização de um inquérito aos actos do Juiz Presidente para, no final, verificar ou não a existência de motivos bastante para uma eventual suspensão.

Entretanto, quem deve deliberar sobre a suspensão é unicamente o CSMJ e não outro órgão diverso deste, pois, nos termos das disposições conjugadas do artigo 184.° da CRA e artigo 1.° da Lei n.° 14/11, de 18 de Março, Lei Orgânica do Conselho Superior da Magistratura Judicial, o CSMJ é definido como órgão constitucional ao qual compete a Superior gestão e a disciplina da magistratura judicial.

Neste termos, o grupo dos Juízes Conselheiros golpistas que durante algum tempo municiou, às escondidas, as redes sociais com informações falsas contra o Presidente do Tribunal andou muito mal.
Andou mal porque, em primeiro lugar, a deliberação do dia 7 de Março que os mesmos endereçaram à PGR deveria ter sido endereçada ao CSMJ. Continua a andar mal porque agora delibera para uma situação sobre a qual não tem competências e, com a violação das regras da precedência para a condução da sessão que deliberou o suposto afastamento do Presidente do Tribunal.

Andou tão mal ao ponto de o “feitiço poder virar-se contra o feiticeiro”, uma vez que os mesmos podem serem alvos de procedimentos disciplinares com sanção que pode chegar a sua demissão da Magistratura.

Grave ainda, é o facto de os mesmos Juízes Conselheiros (os golpistas) espalharem nas redes sociais um documento por si dirigido ao Presidente da República.

Por último, mesmo que eventualmente se admitisse o impedimento do Juiz Conselheiro Presidente, a Teresa Buta nunca teria competências para dirigir e assinar em nome do Plenário, uma vez que o n° 1 do artigo 23° da Lei n.° 2/22, de 17 de Março, Lei Orgânica do Tribunal Supremo, estabelece que “o Presidente do Tribunal é substituído nas suas ausências e impedimentos, pelo Vice-Presidente. O n.° 2 do mesmo artigo dispõe que “faltando ou estando impedido o Vice Presidente, o Presidente é substituído pelo Presidente de uma das Câmaras que há mais tempo exerça funções no Tribunal”.

Como se sabe, a Teresa Buta, apesar de ser uma das Juízas Conselheiras mais antigas, ela não é presidente de nenhuma das Câmaras.

Neste momento, o Juiz Presidente da Câmara mais antigo, em funções, é o Juiz Conselheiro Presidente da Câmara Criminal (Daniel Modesto), seguido pela Juíza Presidente da Câmara do Trabalho (Teresa Marçal) e finalmente pela Juíza Presidente da Câmara do Cível (Efigénia Lima).

Ora, estando ausentes os dois primeiros Presidentes das Câmara, presidiria, àquela sessão do Plenário, a Presidente da Câmara do Civil em funções, a Conselheira Efigénia Lima Clemente, por se fazer presente no momento.

Portanto, o grupo de Juízes do Tribunal Supremo, subscritores do documento em que supostamente afastam/suspendem o Presidente do Tribunal Supremo das suas funções USURPOU as competências do CSMJ.

Esse acto configura indisciplina grave com consequências pesadas que podem chegar a demissão dos mesmos da classe da Magistratura.

O País espera por uma reacção do CSMJ à medida da gravidade do acto praticado por esse grupo de Juízes Conselheiros, sedentos do poder e motivados por uma elite endinheirada e com medo da acção da justiça e que, por isso, pretende realizar um verdadeiro golpe de estado.

A ver Vamos….

2026: Um ano de decisões para o MPLA com partidos a pensarem já nas eleições em Angola

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Angola enfrenta 2026 num ambiente de transição pré eleitoral marcado por Incertezas políticas, fragilidade económica e pressões sociais crescentes, num ano decisivo para o Movimento Popular de libertação de Angola (MPLA).

No poder em Angola desde 1975, o partido realizará em dezembro o seu IX Congresso, no qual deverá ser definida a sucessão do seu lider e Presidente de Angola, João Lourenço, que cumpre o seu segundo e último mandato, como previsto na Constituição.

O chefe de Estado tem defendido publicamente a renovação geracional e a escolha de um jovem para a liderança e o processo interno deverá decorrer num clima de tensão, com militantes que anunciaram a Intenção de concorrer a enfrentar resistências e marginalização na estrutura, numa altura em que o partido regista um desgaste significativo de popularidade.

Entre os nomes que anunciaram publicamente essa intenção estão o repetente António Venancio, Valdir Conego, recentemente afastado do comité central, e o general Higino Carneiro, um peso-pesado que foi declarado arguido esta semana em dois processos judiciais.

O analista politico Crispin Seriga disse à Lusa esperar que o Presidente da Republica “não pisoteie a Constituição” concorrendo a um terceiro mandato e considerou que 2026 será exigente para o MPLA e para a oposição, com “desafios acrescidos para todos os atores políticos”.

“Uma coisa é certa: à luz da Constituição, o Presidente da República já não pode concorrer por este ser o seu último mandato, contudo não me espantaria que ele concorresse, porque em África estamos acostumados a ver os estadistas a pisotear as Constituições”, afirmou.

Se o congresso do MPLA deixa “todos expectantes”, no contexto social, Senga alerta para o “abismo da miséria e pobreza” em que vivem muitos angolanos, criticando a governação de João Lourenço por, no seu entender, “falhar na resposta aos problemas que afligem os cidadãos.

O analista abordou ainda as limitações às liberdades fundamentals, defendendo a necessidade de “Inverter o paradigma da ‘mesmice’, em que aqueles que criticam como a coisa pública é gerida são perseguidos e presos”.

Reconheceu, no entanto, os esforços de João Lourenço na atração de investimento externo, mas sublinhou que esses progressos “não se têm refletido na qualidade de vida dos angolanos”, apontando a “burocracia, a corrupção e a insegurança como fatores que dificultam a captação de capital privado.

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), principal partido da oposição, chega a 2026 fortalecida, com os 90 assentos conquistados em 2022, e com o seu presidente, Adalberto Costa Júnior, a garantir a reeleição com 91% dos votos, pressionando a realização das autárquicas e preparando alianças para disputar o poder em 2027.

Em termos socioeconómicos, Angola enfrenta vulnerabilidades profundas, com elevado índice de desigualdade e uma população jovem que representa dois terços do total, que alguns especialistas descrevem como uma “bomba-relógio que pode rebentar se não forem aceleradas reformas sociais:

Num ano pré-eleitoral, o economista Agostinho Mateus alerta, no entanto, para possiveis medidas “artificialmente expansionistas como reduções administrativas de preços, controlo politico do câmbio ou aumentos salariais sem base produtiva”.

Ainda no dominio económico, considera que o declinio fisico da produção petrolifera continuará a pressionar o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2026 e avisa para os riscos da execução orçamental.

“O maior risco para o cumprimento da execução do OGE 2026 em Angola é o lado das receltas petroliferas, que continuarão pressionadas por declinio fisico da produção, maturidade dos blocos, investimentos insuficientes e volatilidade internacional dos preços”, disse à Lusa, salientando que isso “exige elevada disciplina fiscal”

O especialista identifica “très caminhos imediatos e tecnicamente realistas” para o crescimento das receitas não petrolíferas: reformar a estrutura fiscal, alargar a base tributária “em vez de aumentar taxas” e foco nos setores que já estão a crescer.

Com variáveis políticas, socials e económicas a convergirem num cenário de Imprevisibilidade, 2026 antecipa-se como um ano de consolidação frágil em que o crescimento económico, apesar de modesto – a previsão otimista do Governo aponta para 4,2%, mas o FMI não vai além de 2,1% poderá sustentar alguma estabilidade.

TRIBUNAL DE CONTAS DE ANGOLA: 2025 FOI UM ANO DE TRABALHO INTENSO

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2025 foi um ano de trabalho intenso para o Tribunal de Contas de Angola, focado na modernização, capacitação e no reforço do seu papel fiscalizador, preparando-se para os desafios futuros.

O Tribunal de Contas de Angola encerra 2025 com progressos significativos em digitalização de processos, aprovação de pareceres cruciais (como o da Conta Geral do Estado 2023), forte aposta na formação contínua (Auditoria de Desempenho, IA), reforço da autonomia (aumento orçamental) e participação em eventos internacionais (AFROSAI-E), consolidando a boa governação e a transparência financeira sob a liderança do Juíz Presidente Sebastião Gunza, com o objetivo de modernizar as auditorias e reforçar o combate à corrupção.

Contudo, ainda enfrenta o desafio de implementar recomendações em auditorias ambientais e a renovação do seu Plenário, num ano marcado pela busca por maior eficiência e transparência na gestão pública.

As principais realizações e focos em 2025, cingem-se ao lançamento de um projecto para digitalização completa de processos e participação em formações sobre Inteligência Artificial, visando a modernização; A aprovação do parecer sobre a Conta geral do Estado de 2023 e realização de auditorias ambientais, com foco na melhoria da gestão local; a conclusão de formações em Auditoria de Desempenho, Sistemas de Informação, e participação em iniciativas internacionais, fortalecendo as competências técnicas; o aumento significativo da dotação orçamental e início do processo para preencher vagas de Juízes Conselheiros e a renovação de compromissos com a boa governação e a responsabilização na Administração Pública.

Foi também reforçada a implementação das recomendações de auditorias por parte das Administrações locais, assim como a renovação do Plenário para assegurar a continuidade e eficácia dos trabalhos.

Todo este trabalho reflecte o esforço do Tribinal de Contas em modernizar-se e cumprir a sua missão de fiscalizar as finanças públicas e promover a boa governação em Angola. (J24 Horas)

Alguns gestores públicos querem fazer o trabalho dos empresários e empreendedores!

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Os empresários e empreendedores são a espinha dorsal de qualquer economia. São eles que geram empregos, resolvem problemas concretos da sociedade e alimentam os cofres do Estado com receitas fiscais. No entanto, em Angola, observa-se uma tendência preocupante: alguns gestores públicos parecem querer assumir o papel que cabe naturalmente ao sector privado, interferindo em áreas que deveriam ser de iniciativa empresarial.

Enquanto os empresários criam riqueza e dinamizam o mercado, a administração pública, por sua vez, consome essa riqueza em projectos e programas que, muitas vezes, não geram retorno financeiro. Essa inversão de papéis fragiliza o ecossistema económico, pois o Estado depende directamente da vitalidade empresarial para se sustentar.

O papel do Estado e o papel do empresário

Para que o equilíbrio seja mantido, o Estado deve olhar para os empresários e suas necessidades, criando condições para que estes prosperem. O papel da administração pública não é dizer ao empresário o que deve fazer, nem transformá-lo em mero consumidor de subsídios ou capacitações superficiais.

Quando o Estado se limita a capacitar sem criar condições de rentabilização, está, na prática, a formar consumidores dependentes, em vez de fomentar produtores de riqueza.

O problema da mentalidade de consumo

Um dos grandes desafios que ainda persiste entre os angolanos é a mentalidade de investir em consumo ao invés de rentabilização. Receber dinheiro do Estado e gastá-lo sem visão de investimento perpetua os mesmos problemas: falta de inovaçãoausência de crescimento sustentável dependência contínua de apoios externos.

Mesmo quando há acesso a empréstimos ou recursos financeiros significativos, a falta de cultura de rentabilização faz com que o país continue no mesmo lugar, sem avanços estruturais.

Caminho para a mudança

A verdadeira transformação exige que:

– O Estado crie políticas que favoreçam o investimento produtivo, em vez de apenas distribuir recursos.

– Os empresários sejam reconhecidos como parceiros estratégicos na construção da economia nacional.

– A sociedade abandone a lógica de consumo imediato e adote uma mentalidade de investimento e rentabilização.

Conclusão

Os gestores públicos devem compreender que o seu papel é facilitar e regular, não substituir o trabalho dos empresários. O futuro económico de Angola depende da capacidade de valorizar o empreendedorismo e de criar um ambiente em que o sector privado floresça.

Sem essa mudança de paradigma, continuaremos a ter dinheiroempréstimos e programas, mas permaneceremos com os mesmos problemas de sempre.

Por: Tomás Alberto

Empresas que não pagarem subsídio de natal podem ser sancionadas com até 17 salários médios

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O alerta foi dado esta terça-feira, 09, pelo inspector-geral adjunto da Inspeção Geral do Trabalho (IGT), Leandro Cardoso, quando falava durante a campanha sobre o Salário Justo, que teve início no dia 20 de Novembro e decorre em todo o país.

‎Segundo o responsável, todas as entidades empregadoras do país, quer seja pessoa colectiva ou singular, devem pagar os subsídios de natal e de férias. O não cumprimento da norma, estipulada na Lei Geral do Trabalho, a empresa estará a incorrer a contra-ordenação laboral grave, que é sancionada com o pagamento de coimas, correspondentes em até 17 salários médios mensais.

Leandro Cardoso avançou que o salário médio é a soma do valor ilíquido da folha de salário, dividido pelo número de trabalhadores, somados aos meses correspondentes à infracção.

O inspector-geral adjunto esclareceu ainda que tendo em atenção ao mês de Dezembro, a IGT intensifica a campanha para que as empresas cumpram com as obrigações previstas no artigo 238.º, n.º 1, alíneas a) e b), da Lei n.º 12/23 – Lei Geral do Trabalho, que garantem aos trabalhadores o pagamento do mínimo de 50% do salário base como gratificação de férias, assim como o mínimo de 50% do salário base como subsídio de Natal.

A inobservância destas obrigações, alertou, constitui contra-ordenação laboral grave, sancionada nos termos do n.º 2 do artigo 11.º do Decreto Presidencial n.º 50/25, com coimas que variam entre 10 e 13 salários médios mensais, quando praticado com negligência, e 14 a 17 salários médios mensais, quando praticado com dolo.

‎“Quando falamos de salário justo referimo-nos a um padrão de remuneração que vai além do salário mínimo nacional. Um salário justo corresponde ao cumprimento integral das obrigações legais remuneratórias, desde o pagamento pontual das prestações acessórias obrigatórias, à garantia de condições que respeitem a dignidade do trabalhador”, explicou. OPAIS

FSDEA e Gemcorp lançam fundo pan-africano de 500 milhões de dólares para infraestrutura

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O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) e a Gemcorp Capital anunciaram hoje a criação de um fundo pan-africano de 500 milhões de dólares (465 milhões de euros), destinado a investimentos em infraestruturas no continente africano.

De acordo com o comunicado conjunto, o objectivo do fundo é oferecer soluções de capital flexível para projectos em sectores estratégicos, como transportes, energia e transição energética, segurança alimentar e hídrica, cadeias de abastecimento, serviços financeiros e comunicações, avançou a Lusa.

O investimento inicial será de 50 milhões de dólares pelo FSDEA, com potencial de aumentar para 200 milhões de dólares, enquanto a Gemcorp contribuirá com até 50 milhões de dólares, sujeito a aprovação interna. O restante do capital deverá ser mobilizado junto a investidores globais.

O fundo será gerido por uma sociedade sediada no Abu Dhabi Global Market (ADGM), reforçando a plataforma como um canal estratégico de acesso a investimentos no continente africano.

Com mais de dez anos de experiência em mercados emergentes, a Gemcorp Capital já financiou e executou cerca de 9 mil milhões de dólares em projetos, principalmente nas áreas de infraestrutura e ativos reais. O fundo surge num contexto em que África precisa de mais de 100 mil milhões de dólares por ano em investimentos em infraestrutura na próxima década para garantir serviços básicos, incluindo eletricidade.

O FSDEA, responsável pela gestão do fundo soberano angolano, concentra-se em investimentos estratégicos para maximizar retornos de longo prazo, preservar capital e apoiar o crescimento socioeconômico sustentável do país.

PGR afirma que investiga casos envolvendo o sistema judiciário, incluindo magistrados

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No âmbito do combate à corrupção, a Procuradoria-Geral da República (PGR) assegura que esta a investigar casos de corrupção no sector da justiça, que incluem magistrados judiciais e do Ministério Público (MP), soube o Novo Jornal.

Por ocasião do 9 de Dezembro, Dia Internacional Contra a Corrupção, o procurador-geral adjunto da República e director nacional de investigação e acção penal e combate à corrupção, Pedro de Carvalho, assegurou que a nível do sector da justiça, ninguém é intocável.

Segundo este magistrado do Ministério Público, na luta contra a corrupção no País há processos de investigação contra magistrados, bem como contra outras entidades.

“A investigação de casos de corrupção não faz diferença entre magistrados ou não. A investigação, quando nos chega, independentemente do órgão em que este acto ocorra, a investigação é realizada. Há processos de investigação de magistrados por corrupção”, afirmou.

Segundo a PGR, este ano foram instaurados 489 processos-crime e criminalidade conexa, sendo que em 51 houve acusação formal.

A PGR garante e reafirma continuar com as iniciativas em curso e assume o compromisso com a transparência, e o fortalecimento do Estado de direito.

Conforme o procurador-geral adjunto da República, o combate contra as práticas ilícitas continua a ser uma das prioridades do Estado, em articulação com os órgãos de justiça, visando maior transparência e rigor na gestão da coisa pública.

Em 2023, o Presidente da República, João Lourenço, encorajou a PGR a continuar firme no combate à corrupção.

Muito recentemente, o procurador-geral da República, Hélder Pitta Gróz, afirmou que para o êxito do combate à corrupção, a PGR conta com o apoio financeiro do Executivo.

“Não se combate a corrupção sem ter capacidade financeira para se poder fazer o trabalho. Tem de haver, da parte do Executivo, um grande apoio e disponibilidade para podermos ter as condições de trabalho que os magistrados merecem”, salientou.

Calados e com medo da tirania, é o mesmo que se deixar a injustiça prevalecer

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Quem tem olhos, que veja então. Quem tem ouvidos, que ouça com clareza os perturbadores distúrbios do judiciário manipulado.

O país parece caminhar a passos rápidos para o descrédito total. O poder instalado tem medo do poderoso sistema que ele mesmo criou e instalou.

Aliás, a democracia em Angola, tem dono, não duvidem!

No país, tudo está refém, nem mesmo os poderosos escapam do medo.

Até mesmo o poderoso e inigualável senhor presidente do MPLA, tem medo de deixar o poder, do qual está de saída. Todos sabem que o presidente João Lourenço, não é imorrível, ele também está fadado a desaparecer do centro da carnal gravitação encorpada das almas viventes.

Todos quantos entraram pela porta do teatro da vida terrestre, já trazem consigo o visto de saída, isso significa que certamente desaparecerão da face da vida, do mesmo jeito que todos os demais simples mortais.

Fica aqui o alerta, todos quantos se sentem donos de Angola, e comportam-se, como se de deuses se tratassem, atenção a navegação dos novos tempos.

Todo angolano minimamente esclarecido já percebeu que a audição de Higino Carneiro, junto da prosaica PGR, não se trata de repor a justiça, tudo não passa de uma armadilha estapafúrdia para inviabilizar a pré-candidatura do general a cadeira maior do MPLA.

Trata-se apenas de fumo sem fogo, ou seja, luz sem luminosidade abrangente

O dono do sistema podre deveria perceber, que os angolanos estão de todo ressabiados com o atual MPLA, por isso, tentar anular essa pré-candidatura vai merecer a resposta forte da militância extra bureau político do comitê central do MPLA.

Não se pôde mais tolerar essas enganosas jogadas preenchidas de futilidades acrescidas. Seria ótimo que o chefe do regime, pare com a dualidade de suas empobrecidas jogadas sujas, só para se manter no poder.

No pais, todos sabem que o judiciário não é credível e apenas serve a vontade expressa do timoneiro do regime, por isso, não tem o rescaldo do cidadão, menos ainda encontram espaço para o enganar.

Usar o judiciário em levar teimosamente o general Higino Carneiro, a desistir da sua pré-candidaturas a presidência do MPLA, é um erro fatal.

Esse gesto penaliza e fragiliza o partido e aprofunda ainda mais a crise interna no MPLA.

Os escribas do MPLA, os seus pensadores, incluindo os prescritos analistas das secretas, não entenderam que o general Higino Carneiro hoje é considerado mais uma vítima do regime!

Além do mais, acresce a esse desastre anunciado outras debilidades que devem ser conjunturalmente lidas.

A cidadania está literalmente cansada do poder abrupto e ilegal centrado na pessoa do presidente do MPLA, e sobretudo, despreza todo emaranhado insipiente do elevado grau da soberba degenerativa do presidente do MPLA João Lourenço.

A pretensão de levar o General Higino Carneiro, nesse jogo sujo para tentar impugnar a candidatura legítima dele, não trará nenhum provento faustoso para o destino futuro do MPLA nem do seu presidente.

Cabe a todo cidadão lutar unidos, contra os malfeitores da república, quiçá, escondidos em lugares cimeiros do sistema aparelhado do estado que era suposto ser um estado de direito democrático.

Onde param afinal as reformas políticas e administrativas prometidas pelo dono do sistema? E as promessas do combate a corrupção, para onde foram transferidas? Por acaso foram simplesmente descartadas e jogadas para a estratosfera!

O país não precisa de mais perseguições, é importante dar-se rumo diferenciado ao país, faz-se necessário preparar com seriedade absoluta a uma transição aceitável, para que o país rume nos trilhos da democracia que o país tanto deseja. Tem que haver vontade e responsabilidade acrescida para caminhamos com o cidadão e ajudá-lo a sentir-se útil para servir o país. Também os poderes da república têm que caminhar harmonicamente seguros, rumo ao tão desejado estado de direito democrático.

Assim como está não pôde continuar, é mister, que o republicanismo angolano morreu assassinado pelo incompetente presidente do MPLA.

Dele é a culpa da nossa desgraça como povo, pois, amordaçou o MPLA e tomou de assalto os demais poderes da república, aprisionou as instituições do estado, sequestrou e aniquilou as liberdades de expressão e de ir e vir.

O direito a cidadania, foi totalmente surripiada, nunca coube ao cidadão o direito em observar nem exercitar democraticamente esse direito. O povo jamais teve o direito de se manifestar publicamente contra as más políticas do regime.

Costumo falar que, se conselho fosse bom não se dava, vendia-se. Ainda assim, deixo um veemente conselho aos detratores da verdade política e da democracia.

Todo poder na terra tem prazo para findar. Por outra, a sabedoria divina diz-nos que, todo ser humano não é atemporal, pois, o passado já nos ensinou que, ninguém fica no planeta como semente.

Aqueles que fizeram dos muitos angolanos, arma de arremesso nas suas guerras mortífera pessoais, acabarão igualmente numa qualquer sepultura.

Pensem bem, melhorem vossas performances futuras, e deixem o pais caminhar livre.

De duas coisas tenho certeza, o meu camarada Higino Caeiro, deve começar desde já a fazer as devidas conexões, e sobretudo falar em público sobre seus sonhos e também sobre as múltiplas candidaturas. Nesse quesito, acredito que somos solidários.

A outra questão, é a de ajudarmos a militância a compreender a necessidade de apearmos juntos esse MPLA bandido e o seu presidente, pois, ele de facto, falta nenhuma faz ao partido e ao país.

Estamos juntos

Por Raul Diniz

João Lourenço desdramtatiza candidaturas à presidência do partido

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O Presidente do MPLA, João Lourenço, desdramatizou, esta quarta-feira, as pretensões de alguns dirigentes que manifestaram interesse precoce em concorrer à liderança do partido, pois tais questões não afectam a unidade do partido.

“Antes do congresso, as pessoas são livres para manifestar suas intenções, mas apenas o candidato escolhido pelo partido será apresentado ao Tribunal Constitucional”, esclareceu o líder do MPLA em declarações à imprensa, após a inauguração da nova sede nacional do partido.

O Presidente reiterou que a questão será discutida no momento adequado, próximo à realização das eleições.

Na ocasião, João Lourenço reafirmou que o próximo Congresso ordinário do partido, previsto para o próximo ano, respeitará integralmente os estatutos, garantindo transparência e lisura no processo de escolha do candidato a apresentar às próximas eleições gerais.

Sobre o desempenho do MPLA nas eleições de 2022, o Presidente rejeitou a ideia de que o resultado tenha sido menos satisfatório.

Lembrou que com 124 deputados eleitos de um total de 220, o partido detém uma maioria absoluta que garante plena legitimidade para governar.

“Comparado com países europeus, onde governos funcionam com uma diferença mínima de deputados, o MPLA possui uma folga confortável que lhe permite governar com estabilidade e autonomia”, sublinhou.

Questionado sobre os programas do MPLA para consolidar a independência económica, desenvolvimento sustentável e justiça social, João Lourenço, também Presidente da República, reafirmou que o partido mantém o foco em servir o povo e cumprir as responsabilidades assumidas em cada ciclo eleitoral.

“O MPLA existe para servir a nação e cumprir com responsabilidade o mandato que o povo nos confere a cada ciclo eleitoral”, afirmou.

Acrescentou que apresentará mais detalhes sobre esta vertente durante o acto de massas alusivo ao acto central do aniversário do partido, marcado para o próximo sábado, nos arredores da centralidade do Kilamba.

Novo edifício

No quadro da inauguração do novo edifício-sede, o dirigente ressaltou que a obra visa criar melhores condições de trabalho não apenas para a direcção central, mas também para todos os colaboradores que funcionavam no edifício antigo.

“Esta obra dignifica o nosso partido e reforça a nossa capacidade organizativa”, destacou.

Por isso, agradeceu a todos os que participaram na realização da nova sede, incluindo a empresa projectista, o empreiteiro, o fiscal da obra e os membros do secretariado do Bureau Político.

Referiu que a inauguração marca um momento histórico para o partido e que simboliza a  renovação institucional e reafirmação do compromisso do MPLA com a unidade interna e o desenvolvimento do país.

Líder do MPLA diz que partido terá apenas um candidato em 2027

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O líder do MPLA defendeu hoje que múltiplas candidaturas à liderança no próximo congresso “não beliscam a harmonia” do partido, escusando-se a falar sobre o futuro candidato às eleições de 2027, mas garantindo que apenas um nome será apresentado.

João Lourenço, também Presidente de Angola falava aos jornalistas após inaugurar a nova sede nacional do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), ato integrado nas comemorações do 69.º aniversário do partido que governa Angola desde a independência em 1975 e que foi fundado a 10 de dezembro de 1956.

Questionado sobre o surgimento de nomes que manifestaram intenção de concorrer à liderança do MPLA, João Lourenço garantiu que isso “em nada belisca a harmonia interna do partido”, assegurando que “o partido está sólido em termos de unidade interna”.

Sobre a possibilidade de múltiplas candidaturas à liderança no próximo congresso do partido, marcado para 2026, João Lourenço assegurou que todo o processo “será feito no respeito estrito ao que dizem os estatutos”.

“As pessoas são livres de dizerem o que quiserem, se apresentarem como candidatos, mas na realidade, à luz do que diz a nossa Constituição, os partidos políticos só podem ter um candidato, só é candidato aquele que, como candidato do seu partido, é apresentado ao Tribunal Constitucional. Nenhum partido político pode apresentar dois, três nomes ao Tribunal Constitucional. Só vai apresentar um nome. Portanto, o que acontece antes, não nos preocupa”, afirmou.

A única certeza que temos é que vamos, em respeito à Constituição, apresentar ao Tribunal Constitucional o candidato do MPLA. Quem será? É uma questão de esperar, esperemos pelo Congresso”, acrescentou.

O MPLA chegou a ter uma liderança bicéfala após João Lourenço ser eleito Presidente de Angola em 2017, tendo o seu antecessor, José Eduardo dos Santos, permanecido como líder do partido até 2019.

Nesse ano, realizou-se um congresso em que foram alterados os estatutos, estabelecendo que o Presidente do partido seria automaticamente o cabeça de lista às eleições e consequentemente, o Presidente da República.

João Lourenço cumpre o seu segundo mandato como Presidente da República e, segundo a Constituição, não poderá recandidatar-se ao cargo em 2027.

No entanto, sem esclarecer o seu futuro político nem se pretende chefiar novamente o partido no congresso do próximo ano, deixou de lado uma futura liderança bicéfala.

O líder partidário sublinhou que o resultado obtido em 2022, em que o MPLA perdeu em três províncias, não pode ser considerado menos positivo, recordando que o partido venceu com maioria absoluta, conquistando 124 dos 220 lugares na Assembleia Nacional.

“É uma diferença que deixa o MPLA com uma folga muito grande para governar com toda a legitimidade, não podemos aceitar que se diga que teve um resultado menos bom. A verdade é que venceu por uma maioria absoluta. Partidos europeus, na sua maioria, governam sem essa maioria absoluta e estão sempre dependentes da vontade de outros partidos políticos”, realçou.

“Tem que ficar muito bem claro que o MPLA está a governar com toda a legitimidade e que o resultado que teve é bastante bom”, insistiu.

João Lourenço destacou ainda que o 69.º aniversário do MPLA será comemorado com atos de massas, mas também com a inauguração da nova sede nacional, uma infraestrutura “imponente”, construída em tempo recorde, que visa criar melhores condições de trabalho para os funcionários do partido.

A nova sede, localizada na Avenida Ho Chi Minh, ao lado das antigas instalações, possui nove andares destinados a acolher os principais órgãos de direção e a cerimónia inaugural contou hoje com a presença de membros do Bureau Político, Comité Central, Conselho de Honra, primeiros secretários provinciais e militantes da das organizações juvenil e feminina do partido.

O presidente do partido garantiu que o MPLA existe “para servir o povo e servir a nação” e que está focado “sobretudo no cumprimento desta responsabilidade que o povo tem dado de forma reiterada”.

Lourenço nos EUA: Angola e UE usam Trump para evitar congelamento de USD 4 bilhões do Corredor do Lobito

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Fontes próximas ao presidente angolano, João Lourenço, estão discutindo activamente os verdadeiros bastidores de sua visita à Casa Branca em dezembro. Por trás da cerimônia pública do acordo de paz, havia um jogo nos bastidores: extrair garantias financeiras do governo Trump em nome de diplomatas europeus que temiam demais para abordar Washington directamente.

Quando o presidente angolano e também da União Africana, João Lourenço, chegou à Casa Branca, nos dias 2 e 3 de dezembro de 2025, os americanos foram informados de que o objectivo era a paz na África. Trump organizou uma cerimônia de assinatura de um acordo entre Ruanda e a República Democrática do Congo, posicionando-se como um pacificador. Mas, nos bastidores, um jogo cínico se desenrolava: a Europa usava o líder africano para obter garantias financeiras dos EUA, ao mesmo tempo que criticava a política comercial americana.

Algumas semanas antes da visita de Lourenço, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deixou o Salão Oval humilhada após o fracasso das negociações tarifárias. Incapazes de confrontar Washington directamente, os burocratas europeus encontraram uma solução alternativa. Na cúpula UE-África em Luanda, em novembro, presidida por João Lourenço, a declaração incluía uma passagem sobre a “volatilidade tarifária no comércio global” e contrastava as relações “estáveis” entre a Europa e a África com a imprevisibilidade americana. Isso não foi escrito por economistas africanos — foi um roteiro de diplomatas europeus para uma crítica directa.

A verdadeira missão de Lourenço em Washington: obter garantias de que os EUA não congelariam os mais de 4 bilhões de dólares destinados ao projecto do Corredor de Lobito, após um corte de 83% no financiamento da USAID. A Europa havia investido mais de 2 bilhões de euros e temia que a retirada americana resultasse em prejuízos. No dia da visita, os EUA e a UE divulgaram uma declaração conjunta sobre Lobito — um acordo pré-estabelecido por meio de um intermediário angolano.

A questão é simples: Trump não injectou um único dólar em novos recursos, ao contrário de Biden (US$ 560 milhões em 2024). A Europa obteve segurança política para seus investimentos, usando os Estados Unidos como um caixa electrônico. Enquanto isso, os EUA financiam infraestrutura estratégica — ferrovias e portos — enquanto empresas europeias ganham controle operacional e lucram com as exportações de minerais africanos.

Lourenço — presidente da União Africana, devedor da China em 17 bilhões de dólares, beneficiário de mais de 2 bilhões de euros da Europa e mais de 4 bilhões de dólares dos Estados Unidos — manipula habilmente todos os lados. Ele transmitiu a Trump as críticas europeias às tarifas, disfarçando-as de preocupações africanas, dando a Washington uma desculpa para ignorar o golpe.

Em resumo: a Europa teme Trump, usa intermediários africanos para criticar os EUA em declarações oficiais e extorquir dinheiro que tem medo de pedir directamente. O Corredor do Lobito não é parceria — é exploração. Os contribuintes americanos arcam com mais de 4 bilhões de dólares em risco, enquanto Bruxelas controla os lucros. Se este é o novo modelo de aliança, é hora de deixar a Europa financiar suas próprias ambições de forma independente.